quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Chuva interrompe sequência de queda no nível do Sist. Cantareira - Reportagem G1 Globo

A chuva que atingiu o Sistema Cantareira nesta segunda-feira (3) interrompeu uma sequência de quedas no nível dos reservatórios que vinha desde 27 de setembro. Nesta terça (4), o volume acumulado se manteve em 11,9%, o mesmo do dia anterior, segundo medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).





A sequência de quedas foi de 38 dias. Apesar da forte chuva e da estabilização do nível, faz 202 dias que não há acréscimo no volume acumulado do Sistema Cantareira. A última vez que isso ocorreu foi em 16 de abril, quando o nível subiu de 12% para 12,3%.
O Cantareira sofre, desde então, com constantes quedas e poucos dias de estabilização. O ritmo de baixa, nesse período de 202 dias, é de 0,14 ponto percentual por dia. No último dia de acréscimo, choveu 27,1 milímetros. Não haviam ainda sido incorporadas as cotas do volume morto.
Nível estávelNo dia de 26 de setembro, quando o nível estava em 7,2% - sem contar a segunda cota do volume morto - 22,7 milímetros de chuva atingiram as represas, o que garantiu a estabilidade no dia 27.
Nesta segunda-feira, a chuva sobre o sistema foi de 15,7 milímetros. A precipitação foi menor que a de domingo (2), de 19,1 milímetros. Essa chuva anterior, porém, não havia impedido a queda no nível dos reservatórios de 12,1% para 11,9% na medição desta segunda.
A chuva mais intensa de domingo não foi suficiente para fazer com que os níveis das represas aumentassem porque parte da água evaporou ou foi para a vegetação antes de chegar ao sistema.
O mês passado foi o mais seco dos últimos 12 anos no Sistema Cantareira, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Entre o dia 1º até esta sexta-feira (31), foram registrados 42,5 milímetros de chuva nos reservatórios. Isso corresponde a 32,5% do volume esperado, que era de 130,8 milímetros.
O nível de 11,9% já conta com a segunda cota da reserva técnica do sistema, que ainda não está sendo utilizada segundo a Sabesp. Sem isso, o atual índice estaria em 1,2%.
Alto Tietê e GuarapirangaA chuva não chegou com a mesma intensidade na região das represas do Sistema Alto Tietê, que teve nova queda. O nível os reservatórios foi de 8,8% para 8,7%, queda de 0,1 ponto percentual. A precipitação foi de 4,2 milímetros.
O nível só está em 8,7% porque a Sabesp realizou uma ligação entre o Alto Tietê e a represa de Biritiba. Com o rompimento de um dique, a água que estava no reservatório e não era usada no abastecimento acresceu em 1,8 o nível do sistema. A obra foi autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).
Se no Alto Tietê faltou intensidade, no Sistema Guarapiranga a chuva sequer molhou o solo. A Sabesp não registrou precipitação nas represas, e o nível caiu 0,5 ponto percentual, indo de 38,4% para 37,9%.
Veja a situação em outros sistemas:
- No Alto Cotia, o nível caiu de 29,7% para 29,6%;
- No Rio Grande, ele passou de 68,2% para 67,9%;
- O sistema Rio Claro foi de 41,4% para 40,7%
BônusA ampliação da faixa de bônus para quem economizar água em São Paulo começou a valer a partir de sábado (1°). A decisão, aprovada pela Agência Reguladora de Saneamento e energia do Estado de São Paulo (Arsesp), vale para as cidades das regiões metropolitanas de São Paulo, Bragança Paulista e Campinas que já eram beneficiadas com o desconto.
Os imóveis que reduzirem em 10% ou 15% terão desconto de 10% na conta. Aqueles que diminuírem o gasto entre 15% ou 20% receberão bônus 20%. O cálculo é feito em relação à média de consumo entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Desde fevereiro, os clientes que economizam 20% ou mais recebem desconto de 30% na conta de água. A ampliação do bônus faz parte das ações adotadas pelo governo para amenizar os reflexos da crise hídrica no estado.
O balanço mais recente aponta que 49% dos clientes da Sabesp tiveram o bônus porque reduziram em pelo menos 20% seu consumo. Outros 26% economizaram, mas não receberam a bonificação. Ainda de acordo com a companhia, 25% gastaram mais água do que a média.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/11/chuva-interrompe-sequencia-de-queda-no-nivel-do-cantareira.html

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Chuva atenua seca e melhora nível de reservatórios em SP - Matéria da Exame 03/09/2014

Matéria da Exame Abril do dia 03/09 - Melhora das condições do nível dos reservatórios em SP


O Sistema Cantareira, que abastece grande parte da Região Metropolitana de São Paulo, pela primeira vez nas últimas semanas manteve o nível estável.
O sistema operava com 10,7% da capacidade na medição feita às 9 horas da manhã, o mesmo nível do dia anterior, interrompendo uma sequência de vazões negativas - maior saída de água do que entrada nos reservatórios.
As chuvas repuseram cerca de 19 metros cúbicos por segundo retirados no período para o abastecimento de regiões da capital e da Grande São Paulo.
O tempo continuava instável e havia expectativa de mais chuva nas cabeceiras dos rios formadores dos reservatórios do Cantareira.
Em Campinas, a vazão do Rio Atibaia, que abastece 95% dos 1,1 milhão de habitantes, subiu de 4,80 metros cúbicos por segundo, na terça-feira, para 13,0 m3/s nesta quarta em razão das chuvas fortes que caíram na cabeceira.
O aumento de 190% na vazão fez com que o presidente da Sanasa, companhia de saneamento da cidade, Arly de Lara Romêo, cancelasse compromissos para ver de perto a situação do rio. "Setembro mal começou e já recebemos essa bênção", comentou.
Já o Rio Piracicaba, na região que corta a cidade do mesmo nome, teve a vazão aumentada de 10,3 m3/s para 51,0 m3/s na medição feita às 14 horas desta quarta-feira pela rede de telemetria do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).
As águas voltaram a correr onde antes só se viam pedras no salto de Piracicaba, cartão postal da cidade.
No Rio Corumbataí, que abastece a cidade, a vazão subiu de 4 m3/s para 11,3 m3/s.
As chuvas devolveram as águas também ao Ribeirão das Conchas, usado para o abastecimento de Pereiras, região de Sorocaba.
Com o rio seco, a captação está suspensa há seis meses e a cidade é abastecida com água de poços. A chuva que inundou a calha tomada pelo mato ainda é insuficiente para o abastecimento, mas garante água para o gado.
Em Itu, com racionamento drástico desde o início de fevereiro, moradores dos bairros Novo Itu e Cidade Nova foram à rua pegar a água da chuva com baldes. A comerciante Rosângela Andrade garantiu mais de cem litros para arrumar a cozinha e lavar o banheiro.
Ela está sem água nas torneiras há uma semana. A empresa Águas de Itu informou que são necessárias mais chuvas para equilibrar o abastecimento. O tempo voltou a abrir à tarde na região.
Nas áreas agrícolas do interior, agricultores ganharam ânimo para iniciar o plantio de verão.
Em Itapeva, segundo o engenheiro agrônomo Vandir Daniel da Silva, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, a chuva da noite chegou a acumular 40 milímetros, favorecendo o preparo da terra para o plantio da soja, cuja semeadura começa no dia 15 próximo.
As chuvas beneficiaram lavouras de feijão que estão em fase de florescimento.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Empresa que 'semeia nuvens' espera tempo bom para fazer chover - Notícia sobre a ModClima no G1.globo.com

Empresa que 'semeia nuvens' espera tempo bom para fazer chover - Notícia sobre a ModClima no www.G1.globo.com


Avião deveria ter sobrevoado Biritiba Mirim nesta segunda-feira (18).
Nuvens sem condições para receber estímulo de chuva impediram ação;
Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano com informações da TV Diário.


Não pode ser realizado nesta segunda-feira (18) em Biritiba Mirim o voo para fazer chover sobre as represas do Alto Tietê. O procedimento foi cancelado por falta de nuvens. Conhecida como "semeadura de nuvens", a técnica já foi usada na área dos reservatórios do sistema Cantareira e ajudou na indução de mais de 11,5 bilhões de litros d'água.
O serviço foi contratado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para fazer chover sobre as represas do Alto Tietê.
A água potável serve de combustível para as nuvens. Os 300 litros que vão em um reservatório no meio da aeronave devem ajudar a chover mais rapidamente e com mais intensidade na região.

Nesta segunda-feira não teve voo porque as nuvens estavam pequenas demais. Vários fatores são fundamentais para que o processo apresente bons resultados. “Hoje a gente tem informação de que tem nuvem sem água acumulada. São nuvens que não têm volume de água, não estão propícias para a formação”, conta o pesquisador Ricardo Imai
Nas asas da aeronave existem existem quatro jatos que fazem a aspersão da água sobre as nuvens. No ar, o avião passa por entre as nuvens e joga as gotículas. O processo acelera o que a natureza poderia levar mais tempo para fazer.
Assim que o trabalho é feito, começa a chover com a aeronave ainda no meio das nuvens. A empresa já firmou contratos nos estados do Paraná, Bahia e Mato Grosso do Sul.
Em Biritiba Mirim, a empresa está montando um escritório. A intenção é fazer voos diários sobre os reservatórios, que estão com menos de 18% da capacidade. Um extenso trabalho de monitoramento meteorológico é feito no chão, por meio de radares. Imagens mostram a formação de nuvens sobre o Cantareira e o Alto Tietê e uma das preocupações é com a direção delas.
“Fazer previsão de quanto que eu vou conseguir melhorar a gente não tem como responder. Tem que São Pedro ajudar a mandar matéria-prima”, brinca Imai.
O contrato:
Segundo o Diário Oficial, o contrato é de cerca de R$ 3,68 milhões e tem como objetivo a prestação de serviços de "monitoramento climático, indução de chuvas, registro e medição de chuvas localizadas induzidas sobre a Bacia Hidrográfica do Sistema Alto Tietê".
De acordo com a Sabesp, esse não é o primeiro contrato firmado com esta empresa. Um trabalho anterior, realizado no Sistema Cantareira, provocou segundo a concessionária uma chuva de aproximadamente 11,5 bilhões de litros desde o início do contrato. Em nota enviada ao G1, a Sabesp afirmou que o resultado justificaria uma nova implantação do método também no Alto Tietê. "Esse resultado já justifica a contratação do serviço para a bacia do Sistema Cantareira e também a opção por ampliar o trabalho para a região do Sistema Alto Tietê".

Fonte: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/08/empresa-que-semeia-nuvens-espera-tempo-bom-para-fazer-chover.htm